
111:
Ele é a porta
De entrada
Para o meu delírio
Tem o poder
De lamber
Minhas curvas
Minhas letras
E fazer
Do meu gozo
Explosão de rimas tortas
Ninguém lê
Minha bula
Com olhos, dedos e língua
Como ele faz
Ele se entrega
Como se não quisesse
Mas com a urgência
Dos necessitados
Ele se mete
Em mim
E me vira do avesso
Ele se perde em mim
Trêmulo
Sôfrego
E nele adormeço
Seu corpo reúne
Todos os instrumentos
Capazes de me deixar
De quatro
Só ele sabe conduzir
Minha sinfonia
De gemidos
Desafinados.
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