João Peçanha

A orelha de Van Gogh:

[…] Em Os Jetsons, Rosie igualmente apresenta-se leal e servil – uma lealdade “feliz” que, além de negar historicamente sua condição ancestral escrava, distorce a luta empreendida por este “outro” (de raça e gênero, se formos agora, por força de conceituação esquemática, deixar de lado seu expediente não-humano).
Rosie, tanto quanto o estereótipo sobre o qual foi erigida a personagem, exemplifica como a sociedade a transforma em “fato dado” (KOWALSKI, 2009): a distância temporal auxilia a dispersar suas significações servilistas historicamente datadas, naturalizando sua condição subalterna. […]


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