
Apresentação: quem foi Candeia?
[…] Se nos anos 1960 a história das escolas de samba cariocas foi marcada pela “revolução salgueirense”, em que os sambistas do morro tijucano e uma equipe de carnavalescos liderada pelo professor Fernando Pamplona, da Escola de Belas Artes, elaboraram enredos e desfiles pioneiros dedicados a temas afro-brasileiros, como Quilombo dos Palmares, Chico Rei e Chica da Silva, a década seguinte trouxe profundas transformações para o gênero, da música à estética dos desfiles: os discos, produzidos desde 1968, rapidamente caíram no gosto popular, vendendo centenas de milhares de cópias. Para atender às demandas do mercado fonográfico, os “sambas-lençóis” típicos da fase anterior, longos e repletos de palavras rebuscadas, foram varridos pela combinação entre batidas mais aceleradas e letras mais curtas, da qual Festa para um rei negro (Pega no ganzê, pega no ganzá) ,do mesmo Salgueiro, foi o principal e mais famoso exemplo. Como se não bastasse, houve, ainda, espaço para uma última novidade, decisiva para entendermos a ação e o pensamento de Candeia. […]
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